Archive for the ‘Anti-comunismo’ Category

Esquerda e Direita

junho 20, 2012

G. H. J. Ferreira*

A questão sobre a polarização da política é complexa. A própria definição do que seria esquerda e o que seria direita é algo até hoje pouco esclarecido. Sugiro a leitura do texto “Esquerdas e Direitas” de Plínio Salgado.

O importante é lembrar que os comunistas têm um discurso teórico que nada tem a ver com o seu comportamento prático. Na ideologia política marxista, (materialista, economicista e evolucionista) a única ética está em conquistar o poder, sendo lícito se utilizar de qualquer meio possível para implantar a tal ditadura do proletariado. Eles para isso criticam tudo e todos, como se tivessem alguma fórmula mágica de resolver todas as questões. São tão demagogos ou mais que os liberais, utilizam seus cargos públicos para conseguir emprego para os “companheiros”, fazem das verbas públicas mercadoria para aliciar outros políticos, não podem tocar na questão da violência porque não querem prender o “peixe pequeno” e, como sabem que não podem chegar até os grandes então deixam como está para ver como é que fica. São tão antinacionalistas como os liberais, essa campanha contra a globalização é puro jogo de cena para conquistar votos. A doutrina comunista tem seu grande pilar no internacionalismo (proletários do mundo uni-vos), o nosso governo está cheio de ex(?)-comunistas (FHC já foi candidato a senador apoiado pelo PCB), o Serra (já foi líder da UNE, exilado no regime Militar), etc…Mesmo não pertencendo hoje a um partido dito de esquerda o vício mental do marxismo ainda os acompanha.

Mais uma nota interessante é observar de onde vêm esses pretensos defensores dos operários, pode-se contar nos dedos quem entre eles já trabalhou, ainda mais trabalho operário. Os comunistas também são elite (intelectual e muitas vezes financeira), para se ter uma idéia o primeiro grande historiador marxista do Brasil, Caio Prado Junior, era da tradicional família Prado, donos de vastos plantios de café em São Paulo. Essa ladainha de que o Estado é o órgão máximo, não resiste a uma análise mais aprofundada. É uma explicação simplista de um fenômeno que é muito mais profundo. Trilhando essa linha de raciocínio (que todos os nossos governantes eram corruptos, que a nossa elite era vendida/burra, que os EUA nos escravizaram) iremos acabar por legitimar a nossa baixa estima, pois somando todos esses fatores sem analisar de fato seu conteúdo vamos chegar a conclusão que somos um povo inepto, que não teve capacidade de projetar o seu rumo histórico como povo livre e soberano. O que, adianto, está longe de ser verdade.

Por essas e por outras razões lutamos contra essa canalha. Indiscutivelmente, o que aparece por ai como direita, os ACM, Maluf, Quércia (esse último aliado do PT em São Paulo), merece também o nosso repúdio.

Temos que partir da doutrina produzida pelos ícones da nossa história para moldar um Brasil grande. Lembrando sempre que sem sacrifícios não há amadurecimento.

O simples fato dos comunistas de agora disputarem eleições, se mobilizarem em partidos políticos ditos “democráticos”, não elimina a tese da revolução”proletária”. Devemos lembrar que a tática comunista sempre foi a de utilizar todas as frentes em seu proveito. Veja que enquanto eles acenam como democratas para a mídia com seus partidecos, eles mantêm uma extensa rede de terrorismo e aliciamento espalhada pelo país (os MST’s da vida, as Ligas operários/camponesa, as cebs, Une, ubes, entre outras). É necessário se informar mais sobre a doutrina dos vermelhos para poder analisar melhor esse momento.

O marxismo, como já frisei antes, é um vício mental, portanto não é algo fácil de se livrar. E, em especial, para os comunistas é como uma religião, na qual o Manifesto Comunista funciona como evangelho prático: seu apelo à união dos proletários, soa como convocação da fraternidade humana, que vem das plagas nazarenas. Nem por menos, muitos honestos católicos estão já identificando a bandeira vermelha como a cor do sangue de Cristo. A confusão é fácil por que o marxismo pertence ao grupo das religiões de salvação, como o orfismo, o pitagorismo, o mitraísmo, e o Cristianismo, do qual é uma degenerescência. Degenerescência porque, o que se trata de salvar, no marxismo, não é o indivíduo humano, nem o grupo de indivíduos, nem a soma geral de indivíduos. O marxismo quer salvar o homem em geral. Nada tem a ver com o destino, o sofrimento e a morte dos indivíduos, que lhe são indiferentes, como o acessório é indiferente ao essencial. Pouco lhe interessaria até mesmo que houvesse uma ordem utópica em que todos os indivíduos fossem igualmente ricos. O que ele quer é abolir a pessoa para que a “humanidade” se reintegre em si mesma: este é o postulado intimo de sua filosofia. É um credo de salvação que se dirige vagamente a todos, ao coletivo, ao abstrato, às classes, à humanidade, ao futuro, e nunca a pessoa concreta.

O crime organizado, no Brasil, foi uma cria dos comunistas nos anos do regime militar e até antes, no Estado Novo, em que os comunas deram aulas gratuitas de guerrilha para os seus vizinhos de cela, lembrando é claro que para eles isso fazia parte do rumo ao poder, visto que um Estado na qual o crime predomina é um Estado fadado ao fracasso. O crime organizado não é um tipo de atividade que se origina da situação de pobreza. É coisa de marginal profissional que deve ser punido com todo o rigor da lei, e se possível com leis ainda mais rígidas. É sempre bom lembrar o exemplo recente do traficante Beira-mar que foi “patrocinado” por um comunista riquinho para aprender táticas de guerrilha em Cuba.

O Integralismo, um nacionalismo legítimo, jamais pode se misturar com o comunismo porque é Cristão, tem suas raízes no espiritualismo, é uma doutrina que preza e defende nossas raízes históricas, nossas mais profundas tradições, e o comunismo é materialista convicto, achando que Deus é o ópio do povo, tendo a visão histórica do Brasil como se este fosse o “quinto dos infernos”. Não dá nem para pensar a proximidade do comunismo conosco.

* Σ – Belo Horizonte – MG.

Anúncios

O Integralismo e a Revolução Comunista de 1935

junho 14, 2012

O Integralismo e a Revolução Comunista de 1935

Sérgio de Vasconcellos

Ao Companheiro Valmir Soares Jr.

Nos dias finais de Novembro de 1935, vivendo o Brasil em plena Democracia, sob a égide da Constituição social-democrática de 1934, alguns Brasileiros, civis e militares, magnetizados pelo marxismo-leninismo – uma ideologia estrangeira, internacionalista, imperialista, materialista, totalitária e anti-democrática -, desfecharam um golpe revolucionário visando destruir as liberdades públicas e instaurar um Estado Totalitário. Tal revolução, mais conhecida pelo antipático nome de “Intentona Comunista”, custou a vida de dezenas de Brasileiros – muitos dos quais Integralistas -, e que teve sua nada heróica culminância no episódio tristemente célebre do 3º RI, na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, quando militares comunistas assassinaram covardemente colegas de farda ainda dormindo.

Apesar de toda a articulação – secreta e de procedência internacional -, a insurreição bolchevista estourou apenas nas cidades de Natal, Recife e Rio de Janeiro, malogrando inteiramente. Ora, qual a principal razão do fracasso comunista?A ação fora minuciosamente concebida e a certeza de seu sucesso era tão grande, que Stálin enviou ao nosso País três comunistas de sua inteira confiança – que seriam os verdadeiros governantes do Brasil, agindo por trás de Luís Carlos Prestes, o líder oficial – Harry Berger, a esposa deste (Elise) e Olga Benário, que ao contrário da vulgata romântica, não se uniu a Prestes por “amor”, mas por ordem do Komintern…

Se formos ouvir os discursos nas Comemorações oficiais do esmagamento do levante e de Homenagem aos seus Mortos, teremos a impressão que foi a pronta reação das Forças Armadas que impossibilitou o sucesso comunista. Por mais que nos desagrade desmentir as Autoridades Nacionais, particularmente, as das nossas Forças Armadas, que desde a Guerra Holandesa só tem honrado o Brasil, infelizmente, somos obrigados a dizer em nome da Verdade que, a versão oficial é falsa e que as explicações que até aqui têm sido dadas pelos historiadores para a derrota comunista em 1935, salvo as honrosas exceções de praxe, são insuficientes e equivocadas.

Então, perguntar-me-ão, afinal, qual é a Verdade? Respondo:

A principal razão para o total fracasso da Revolução Comunista de Novembro de 1935 chama-se… INTEGRALISMO!

Se os Militares chamam para si a inteira responsabilidade da vitória da legalidade, se os historiadores, em sua maioria, desconhecem os acontecimentos, isto não altera a substancialidade do fato histórico. Os Integralistas, os únicos Brasileiros que pressentiam estar sendo algo tramado contra o Brasil pela 3ª Internacional, foram os primeiros a opor-se ao levante comunista, inclusive apresentando-se em instalações militares – quando a cadeia de comando e comunicação do Exército estava completamente rota -, o que impediu que diversas unidades militares fossem tomadas ou sublevadas pelos Vermelhos, como por exemplo, meu Tio, Geraldo de Paula Lopes, a frente de um Grupo de Integralistas no Quartel de Campinho, no Rio de Janeiro.

Todavia, a Heróica iniciativa dos Integralistas, que foi seguida pela ação de outros civis patriotas e finalmente pelas Forças Armadas, não teria talvez logrado o êxito obtido se muito antes de 1935, o Integralismo, não tivesses se lançado a tarefa de esclarecer o Povo Brasileiro e construir uma consciência cívico-política. Graças ao metódico trabalho da Acção Integralista Brasileira foi quase que por completa anulada a infiltração marxista nos Quartéis, o que privou a Revolução Comunista de elementos humanos preciosos, sem os quais a Revolução Vermelha já estava fadada ao fracasso.

Curiosamente, se Militares e Historiadores ignoram ou fingem ignorar a participação vital do Integralismo no debelamento da revolta marxista, os derrotados, isto é, os Comunistas, reconhecem-na lealmente, o que se comprova por uma Carta-Circular de 1936, em que Prestes explicava o insucesso e, entre outras coisas, dizia:

“Eu pensava agir de outro modo bem diferente” – refere-se à revolução comunista de 1935 – “como já tinha tido oportunidade de me manifestar aos camaradas mais chegados, PRINCIPALMENTE DEPOIS DO FENÔMENO INTEGRALISTA, que escapou por completo às minhas cogitações. Informei em sessão secreta do Comintern que, antes de tentar qualquer golpe no Brasil, era necessário:

“(…).

“3º) – EXTINGUIR OU PELO MENOS ENFRAQUECER O INTEGRALISMO”.

O próprio Dimitroff o reconheceu:

“Não foi possível vencermos no Brasil porque tivemos a leviandade de subestimar a força e a influência que o Integralismo representava”.

Então, Dimitroff expede novas instruções gerais, em 1936:

“1 – Exercitar as massas populares no movimento anti-nacionalista (fascismo, nazismo, “Croix du Feu”, INTEGRALISMO e outras organizações anti-comunistas); atrair para essa luta a pequena burguesia(classes liberais), reservando-lhes um lugar para as reivindicações que tiverem, na frente-popular democrática.

“(…)”.

Enfim, o malogro da Revolução Comunista acabou por originar a seguinte diretiva, também de Dimitroff, que é seguida maquinalmente até hoje pelos comunistas e pela burguesia apátrida:

Concentrant lê feu contre “les chefs” intégralistes et la politique hitlerienne du gouvernement, soulignant que ces “chefs” sont des agents des groupes les plus réactionnaires de l’impérialisme, il faut partout lutter pour lê front démocratique national-libérateur, surtout à la base y compris celle de l’Action Integraliste. Il faut mobiliser les masses pour qu’elles exigent des deux candidats (Armando Salles et José Américo) non des phrases vides pour la “démocratie”, mais une attitude nette devant les problèmes concrètes de la démocratization du pays, qui exige, pour commencer, la libération de Prestes e de sés compagnons, leur amnistie totale, l’établissement d’um regime de libertes démocratiques, etc”.

Traduzindo para o nosso idioma a parte que mais nos interessa desse precioso documento:

Concentrando o fogo contra “os chefes” integralistas (…), sublinhando que esses “chefes” pertencem aos grupos mais reacionários do imperialismo, lutar em toda a parte pela frente democrática nacional-libertadora, principalmente na base, incluindo a luta contra a Ação Integralista.(…)”.

Σ

Todas estas reflexões de caráter histórico são importantíssimas, quando sabemos que o marxismo – que muitos bisonhos acham que desapareceu com a sinistra União Soviética – está conspirando ativamente para instaurar no Brasil um Estado Totalitário, com o seu cortejo de horrores. Hoje, mais do que nunca, o Brasil necessita dos Integralistas, e que o exemplo dos Companheiros que nos antecederam na Revolução Integralista nos sirva de seguro farol de orientação na nossa luta por Deus, pela Pátria e pela Família.

BIBLIOGRAFIA:

1 – Custódio de Viveiros

“Os Inimigos do Sigma”

Rio de Janeiro – Livraria H. Antunes – 1936 – 200 págs.

2 – Plínio Salgado

“O Communismo contra o Brasil”

Rio de Janeiro – s/ed. – 1937 – 31 págs.

3 – Plínio Salgado

“Páginas de Combate”

Rio de Janeiro – Livraria H. Antunes – 1937 – 189 págs.

4 – Plínio Salgado

“Discursos(1ª Série – 1946/1947)” – 1ª edição

São Paulo – Cia. Ed. Panorama – 1948 – 190 págs.

5 – Plínio Salgado

“O Integralismo perante a Nação” – 4ª edição

em

“Obras Completas de Plínio Salgado” – vol. 9.

São Paulo – Editora das Américas – 1955 – 423 págs.

6 – Plínio Salgado

“Doutrina e Tática Comunistas (Noções Elementares)” – 1ª edição

Rio de Janeiro – Livraria Clássica Brasileira – 1956 – 155 págs.

7 – Plínio Salgado

“Livro Verde da Minha Campanha” – 2ª edição

Rio de Janeiro – Livraria Clássica Brasileira – 1956 – 270 págs.

8 – Plínio Salgado

“Palestras com o Povo

“(Irradiações do programa das terças-feiras na Rádio Globo em 1957 e 1958)”

Rio de Janeiro – Livraria Clássica Brasileira – 1959 – 195 págs.

9 – Plínio Salgado

“O Integralismo na Vida Brasileira”

Rio de Janeiro – Edições GRD/Livraria Clássica Brasileira – s/d – 269 págs.

“Enciclopédia do Integralismo” – Vol. I

10 – Plínio Salgado

“Discursos Parlamentares”

Seleção e introdução de Gumercindo Rocha Dorea

Brasília – Câmara dos Deputados – 1982 – 982 págs. – il.

Perfis Parlamentares – vol. 18.