Archive for the ‘Introdutórios ao Integralismo’ Category

Integralismo: um novo paradigma

março 7, 2015

Integralismo: um novo paradigma

O livro “Integralismo: um novo paradigma” foi lançado recentemente. Maiores informações no seguinte: https://agbook.com.br/book/176744–Integralismo    Anauê!

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junho 28, 2012

Nazismo, fascismo, racismo.

Maria Amélia Salgado Loureiro (coordenadora)

Qual a opinião do Integralismo sobre nazismo, fascismo e racismo?

O nazismo, isto é, o nacional-socialismo, conforme seu nome indica, é um misto do socialismo de Marx e do nacionalismo de Bluntschili, cuja doutrina identifica a Nação com o Estado. Entram na composição do nazismo ainda o pensamento de Nietzsche, que engendrou o Super-Homem e pregou a violência, assim, como as idéias racistas de Houston Chamberlain e Gobineau. Transferindo a idéia do Super-Homem de Nietzsche para a Super-Raça, o nazismo identificou esta com o Estado absorvente, totalitário, belicoso, conquistador e opressor. É uma doutrina condenável que foi, deste o começo, reprovada pelo Integralismo, como se vê na famosa “Carta de Natal e Fim de Ano”, de Plínio Salgado, publicada em 1935.

E fascismo?

Quanto ao fascismo, o Integralismo o considera um regime de circunstância, aparecido na Itália no momento em que o comunismo avançava assustadoramente, ameaçando a integridade daquela Nação. Não tinha uma doutrina fixa como o nazismo. Uma vez no poder organizou o Estado baseado no corporativismo católico, absorvendo o partido cristão de D. Stulzo, no nacionalismo pregado pelo partido desse nome e tradições históricas do povo italiano e seus ancestrais romanos. Tentou debalde dar ao movimento um conteúdo filosófico, por esforço de alguns intelectuais como Giovanni Gentile, mas o sentido político do regime foi pragmático, mais se preocupando com as realizações administrativas.

Então o fascismo pode ser aceitável?

Não. O fascismo não é aceitável por ser um regime que suprime a liberdade individual e elimina a representação política, pois as corporações não tinham no fascismo senão uma função econômica e a Câmara fascista não passava de um órgão constituído pelas listas do partido único, não havendo, portanto, circulação livre da opinião popular.

O Integralismo é anti-racista?

Evidentemente. A declaração a tal respeito se encontra no Manifesto de Outubro de 1932, em seu Capítulo 4º. Seria ridículo que em nosso País, onde somos o resultado de um conjunto de raças – índios, pretos, europeus e asiáticos – adotássemos qualquer preconceito racial. Além do mais, o integralismo é Cristão e Cristo pregou a confraternização de todos os povos e raças.

(Excertos do Livro Coordenado por Maria Amélia Salgado Loureiro, “O Integralismo. Síntese do Pensamento Político Doutrinário de Plínio Salgado” – São Paulo – Voz do Oeste – 1981 – 80 págs. – il.; págs. 37, 38 e 39)

Integralismo e Nacionalismo

junho 22, 2012

Integralismo e Nacionalismo.

Cleiton Oliveira*

Ninguém é dono do nacionalismo brasileiro, pois entendo que nacionalismo além de ser um conceito é, acima de tudo, um sentimento, um princípio – que se nasce com ele, ou se aprende a ter, ou então, como se explicaria um grande número de jovens verdadeiramente nacionalistas em um meio tão impropício para que apareça este principio? E dentro da “escola” nacionalista brasileira, inegavelmente, o Integralismo é a expressão máxima, não tenho dúvida.

O Integralismo é coerentemente a expressão do nacionalismo brasileiro. E sendo coerentemente brasileiro, não pode estar de acordo com muitos “nacionalistas” que estão muito mais para nacionalistas alemães, ou italianos, e por ai afora. Não é que estou contra esta ou aquela vertente nacionalista, deste ou daquele país. Dês que fiquem estritos as suas fronteiras, e defendam seus princípios internos – logo, externos a nós – não tenho restrições.

Quanto ao propósito do nacionalismo, ele deve ser mais AFIRMATIVO, e não uma mera referencia para todos aqueles que são anti-comunistas, anti-liberais, etc. Corroboro minha argumentação com as palavras de Miguel Reale, tratando de outro assunto, mas que nos cabe aqui:

“Há movimentos políticos que só apresentam valores negativos. São movimentos de homens congregados a fim de combater este ou aquele princípio, destruir esta ou aquela ordem de idéias ou de realidades.

“Neles nada encontramos de criador. Seu único objetivo é negar. Na negação reside toda a sua finalidade. Não afirmam, não traçam diretrizes, não aconselham rumos, não estabelecem soluções. Nem os preocupa o que deverá vir depois da destruição. Seus adeptos entusiasmam-se tão-somente com a luta demolidora. Seus dirigentes, levados pela ambição ou pelo ódio, esquecem-se desta profunda advertência que nos vem do fundo dos séculos: – ‘Quem não possui um plano sólido de reedificação, quem não tem capacidade suficiente para orientar a massa popular e dirigi-la no sentido de um ideal ético, não tem o direito de acender no coração do povo o facho da Revolução’.” (REALE, Miguel, “Atualidades Brasileiras”, 2ª edição – Editora Universidade de Brasília – 1983 – pág. 73. “Obras Políticas” – Tomo III)

A revolução do nacionalismo brasileiro é o Integralismo, pois, engloba não só o patriotismo dos militares e o nacionalismo político/eleitoreiro de alguns partidos, mas, ultrapassa-os em significado e finalidade.

* Σ – Historiador – Goiânia – Goiás.

Ninguém pode dizer que é Integralista se não cumpre o seguinte

junho 21, 2012

GRUPO INTEGRALISTA DA GUANABARA – GIG (em organização)

(Província Mártir da Guanabara)

Fundado em 11 de Maio de 2005

Ninguém pode dizer que é Integralista se não cumpre o seguinte:

1)– Conhecer a doutrina que esposa, ser capaz de esclarecer a quem lhe fizer perguntas sobre a mesma e de defendê-la em qualquer discussão.

2)– Ter perfeito conhecimento dos fatos históricos relacionados com o Integralismo e o seu Chefe, a fim de saber refutar as inverdades lançadas em circulação pelos adversários.

3)– Pagar suas mensalidades em dia.

4)– Comparecer às reuniões para que é convocado.

5)– Assinar os jornais, revistas, boletins e demais periódicos do Movimento; bem como adquirir Livros e publicações Integralistas.

6)– Sacrificar prazeres, obrigações chamadas sociais, interesses particulares e comodidades, quando escalado para qualquer serviço em favor da Causa.

7)– Não formar sua opinião sobre nenhum assunto baseado na leitura de jornais, em consulta à Internet e na audição de programas de rádio ou televisão provenientes de pessoas ou grupos políticos estranhos, mas, procurar informar-se nas fontes legítimas da sua agremiação.

8)– Não criticar seus companheiros em público e quando julgar ter motivos para isso, fazê-lo direta e lealmente ao mesmo, ou às autoridades e órgãos internos competentes.

9)- Não suscitar “casos” de espécie alguma, antes pelo contrário, procurar criar uma atmosfera de confiança, em que todos os companheiros vivam em paz.

10)- Aprender a realizar trabalhos de equipe, lembrando-se de que todos são aproveitáveis, não alimentando má vontade contra este ou aquele, não pretendendo impor despoticamente a sua opinião, evitando as atitudes de egoísmo, não dando consentimento à formação de “igrejinhas” exclusivistas.

Este texto foi transcrito – com atualizações – da pág. 16 da Revista “A Voz do Sigma” (Ano I – Maio – 1958 – nº 10 – Caruaru – Pernambuco – 16 págs. – il.).

Se você deseja maiores informações sobre o Integralismo, contate:

grupointegralistadaguanabara@yahoo.com.br

Esquerda e Direita

junho 20, 2012

G. H. J. Ferreira*

A questão sobre a polarização da política é complexa. A própria definição do que seria esquerda e o que seria direita é algo até hoje pouco esclarecido. Sugiro a leitura do texto “Esquerdas e Direitas” de Plínio Salgado.

O importante é lembrar que os comunistas têm um discurso teórico que nada tem a ver com o seu comportamento prático. Na ideologia política marxista, (materialista, economicista e evolucionista) a única ética está em conquistar o poder, sendo lícito se utilizar de qualquer meio possível para implantar a tal ditadura do proletariado. Eles para isso criticam tudo e todos, como se tivessem alguma fórmula mágica de resolver todas as questões. São tão demagogos ou mais que os liberais, utilizam seus cargos públicos para conseguir emprego para os “companheiros”, fazem das verbas públicas mercadoria para aliciar outros políticos, não podem tocar na questão da violência porque não querem prender o “peixe pequeno” e, como sabem que não podem chegar até os grandes então deixam como está para ver como é que fica. São tão antinacionalistas como os liberais, essa campanha contra a globalização é puro jogo de cena para conquistar votos. A doutrina comunista tem seu grande pilar no internacionalismo (proletários do mundo uni-vos), o nosso governo está cheio de ex(?)-comunistas (FHC já foi candidato a senador apoiado pelo PCB), o Serra (já foi líder da UNE, exilado no regime Militar), etc…Mesmo não pertencendo hoje a um partido dito de esquerda o vício mental do marxismo ainda os acompanha.

Mais uma nota interessante é observar de onde vêm esses pretensos defensores dos operários, pode-se contar nos dedos quem entre eles já trabalhou, ainda mais trabalho operário. Os comunistas também são elite (intelectual e muitas vezes financeira), para se ter uma idéia o primeiro grande historiador marxista do Brasil, Caio Prado Junior, era da tradicional família Prado, donos de vastos plantios de café em São Paulo. Essa ladainha de que o Estado é o órgão máximo, não resiste a uma análise mais aprofundada. É uma explicação simplista de um fenômeno que é muito mais profundo. Trilhando essa linha de raciocínio (que todos os nossos governantes eram corruptos, que a nossa elite era vendida/burra, que os EUA nos escravizaram) iremos acabar por legitimar a nossa baixa estima, pois somando todos esses fatores sem analisar de fato seu conteúdo vamos chegar a conclusão que somos um povo inepto, que não teve capacidade de projetar o seu rumo histórico como povo livre e soberano. O que, adianto, está longe de ser verdade.

Por essas e por outras razões lutamos contra essa canalha. Indiscutivelmente, o que aparece por ai como direita, os ACM, Maluf, Quércia (esse último aliado do PT em São Paulo), merece também o nosso repúdio.

Temos que partir da doutrina produzida pelos ícones da nossa história para moldar um Brasil grande. Lembrando sempre que sem sacrifícios não há amadurecimento.

O simples fato dos comunistas de agora disputarem eleições, se mobilizarem em partidos políticos ditos “democráticos”, não elimina a tese da revolução”proletária”. Devemos lembrar que a tática comunista sempre foi a de utilizar todas as frentes em seu proveito. Veja que enquanto eles acenam como democratas para a mídia com seus partidecos, eles mantêm uma extensa rede de terrorismo e aliciamento espalhada pelo país (os MST’s da vida, as Ligas operários/camponesa, as cebs, Une, ubes, entre outras). É necessário se informar mais sobre a doutrina dos vermelhos para poder analisar melhor esse momento.

O marxismo, como já frisei antes, é um vício mental, portanto não é algo fácil de se livrar. E, em especial, para os comunistas é como uma religião, na qual o Manifesto Comunista funciona como evangelho prático: seu apelo à união dos proletários, soa como convocação da fraternidade humana, que vem das plagas nazarenas. Nem por menos, muitos honestos católicos estão já identificando a bandeira vermelha como a cor do sangue de Cristo. A confusão é fácil por que o marxismo pertence ao grupo das religiões de salvação, como o orfismo, o pitagorismo, o mitraísmo, e o Cristianismo, do qual é uma degenerescência. Degenerescência porque, o que se trata de salvar, no marxismo, não é o indivíduo humano, nem o grupo de indivíduos, nem a soma geral de indivíduos. O marxismo quer salvar o homem em geral. Nada tem a ver com o destino, o sofrimento e a morte dos indivíduos, que lhe são indiferentes, como o acessório é indiferente ao essencial. Pouco lhe interessaria até mesmo que houvesse uma ordem utópica em que todos os indivíduos fossem igualmente ricos. O que ele quer é abolir a pessoa para que a “humanidade” se reintegre em si mesma: este é o postulado intimo de sua filosofia. É um credo de salvação que se dirige vagamente a todos, ao coletivo, ao abstrato, às classes, à humanidade, ao futuro, e nunca a pessoa concreta.

O crime organizado, no Brasil, foi uma cria dos comunistas nos anos do regime militar e até antes, no Estado Novo, em que os comunas deram aulas gratuitas de guerrilha para os seus vizinhos de cela, lembrando é claro que para eles isso fazia parte do rumo ao poder, visto que um Estado na qual o crime predomina é um Estado fadado ao fracasso. O crime organizado não é um tipo de atividade que se origina da situação de pobreza. É coisa de marginal profissional que deve ser punido com todo o rigor da lei, e se possível com leis ainda mais rígidas. É sempre bom lembrar o exemplo recente do traficante Beira-mar que foi “patrocinado” por um comunista riquinho para aprender táticas de guerrilha em Cuba.

O Integralismo, um nacionalismo legítimo, jamais pode se misturar com o comunismo porque é Cristão, tem suas raízes no espiritualismo, é uma doutrina que preza e defende nossas raízes históricas, nossas mais profundas tradições, e o comunismo é materialista convicto, achando que Deus é o ópio do povo, tendo a visão histórica do Brasil como se este fosse o “quinto dos infernos”. Não dá nem para pensar a proximidade do comunismo conosco.

* Σ – Belo Horizonte – MG.

Os Doze Princípios da Doutrina Integralista.*

junho 17, 2012

Existem muitos brasileiros que combatem o Integralismo sem conhecê-lo. Alguns de má-fé, outros por ignorância. Para estes, aqui vão algumas teses defendidas pelo Integralismo. Estamos certos de que a leitura do que abaixo vai escrito levará muitos patrícios bem intencionados aos documentos fundamentais da doutrina criada por Plínio Salgado, transformando-os, dentro em pouco, em novos defensores da trilogia Deus, Pátria e Família. Ei-los, portanto:

1. O Integralismo exige que a mocidade não se entregue aos prazeres materiais, mas dignifique a sua Pátria no trabalho, no estudo, no aperfeiçoamento moral, intelectual e físico.

2. O Integralismo não concede o direito de se denominarem “revolucionários” aqueles que revelarem incultura e simples temperamento de aventureiros ou de insubordinados.

3. O Integralismo declara verdadeiros heróis da Pátria: os chefes de família, zelosos e honestos; os mestres; os humildes de todos os labores, das fábricas e dos campos, que realizam pelo espírito, pelo cérebro, pelo coração e pelos braços a prosperidade e grandeza do Brasil.

4. O Integralismo considera inimigos da Pátria todos os que amarem mais os sofismas, as sutilezas filosóficas e jurídicas do que o Brasil, à ponto de sobrepô-los aos interesses nacionais; os que forem comodistas; preguiçosos mentais; vaidosos; alardeadores de luxo e de opulência; opressores de humildes, indiferentes para com os cidadãos de valor moral ou mental; os que não amarem as suas famílias; os que pregarem doutrinas enfraquecedoras da vitalidade nacional; os “blasés”; os céticos; os irônicos, míseros palhaços desfibrados.

5. O Integralismo quer a Nação unida, forte, próspera, feliz, exprimindo-se no lineamento do Estado, com superior finalidade humana.

6. O Integralismo não pretende erigir o Estado em fetiche, como o socialismo; nem tampouco reduzi-lo a um fantoche, como o liberalismo. Ao contrário de um e de outro, quer o Estado vivo, identificado com os interesses da Nação que ele representa.

7. O Integralismo não admite que nenhum Estado se superponha à Nação ou pretenda dominar politicamente os outros. Não admite que o regionalismo exagerado e dissociativo se desenvolva em qualquer ponto do território da Pátria.

8. O Integralismo, pela constante ação doutrinária e apostolar, não permite que os demagogos incultos ou de má-fé explorem a ingenuidade das turbas, muito menos que a imprensa subordine a sua diretriz a interesses de argentários ou poderosos em detrimento da Nação.

9. O Integralismo dará um altíssimo relevo aos pensadores, filósofos, cientistas, artistas, técnicos, proclamando-os supremos guias da Nação.

10. O Integralismo quer a valorização das corporações de classe, como se fazia na Idade Média, onde os grupos de indivíduos eram valorizados.

11. O Integralismo quer acabar, de uma vez para sempre, com as guerras civis, as masorcas, as conspirações, os ódios, os despeitos, unindo todos os brasileiros no alto propósito de realizarem uma Nação capaz de impor-se ao respeito no Exterior.

12. O Integralismo não é um partido; é um Movimento. É uma atitude nacional. É um despertar de consciências.

É a marcha gloriosa de um Povo!

* Publicado originalmente no “A Marcha”, em 12 de Junho de 1959.

Comunismo e INTEGRALISMO

junho 11, 2012

Comunismo e Integralismo.

Gustavo Barroso

I

1.° O comunismo destrói a Família para que o indivíduo isolado e sem responsabilidades próprias se torne um instrumento nas mãos do Estado, única entidade que lhe pode impor deveres. Bastando-lhe tratar de si, suas necessidades e suas aspirações serão limitadas.

2.° O Comunismo destrói as Religiões, que denomina ópio dos povos para que, sem fé, o homem se subordine tão somente a seus instintos, perdendo a liberdade moral e escravizando-se ao ateísmo do Estado, que é o pior dos fanatismos.

3.° O Comunismo destrói a Propriedade e passa toda a Propriedade para o Estado que se torna o único capitalista e o único patrão, a fim de mais ainda oprimir o trabalhador; pois se no regime capitalista, com inúmeros patrões, a opressão é forte, será incomparável, com um único patrão discricionário e sem personalidade humana.

4.° O comunismo destrói as Pátrias, tornando todos os países colônias subordinadas aos interesses duma minoria de especialistas financeiros. (…), garantidos no poder pelos Exércitos Vermelhos, enquanto os trabalhadores do mundo inteiro não passarão de escravos.

5.° O Comunismo destrói todas as manifestações superiores da Inteligência, porque tudo reduz aos interesses materiais, subordinando as artes à propaganda política.

6.° O Comunismo destrói todas as forças morais e intelectuais, porque as deixa de fora do Estado, como faz o liberalismo, de modo que elas se desenvolvem sem disciplina e orientação, produzindo crises e ele é obrigado a esmagá-las para não perecer. Torna-se, assim, a maior das tiranias.

II

1.º O Integralismo mantém a Família, porque o homem precisa de afetos, ama o seu sangue e, na hora da dor, encontra nos entes queridos um consolo que nenhum governo pode dar.

2.º O Integralismo mantém as Religiões, sem sectarismo, e afirma Deus, porque não quer acabar com a liberdade moral do homem e deixá-lo presa tão só dos instintos, transformado em fera.

3.º O Integralismo mantém a Propriedade, porque todos trabalham não só para comer, mas também com o fito de possuir alguma coisa. O Integralismo defende a Propriedade, tanto contra o roubo habilidoso dos grandes capitalistas quanto contra o roubo a mão armada dos tiranos comunistas.

4.º O Integralismo mantém as Pátrias, porque elas são realidade que a diversidade dos climas, das línguas, das tradições, dos costumes e das aspirações indica, como também são necessárias ao governo do mundo.

5.º O Integralismo mantém e estimula todas as manifestações superiores da Inteligência, porque nem só de pão vive o homem e suas aspirações artísticas devem ser norteadas como grandes realidades humanas.

6.º O Integralismo mantém sob o domínio da Inteligência e da Moral todas as forças nacionais, fiscalizando-as e dirigindo-as, a fim de evitar lutas estéreis e injustiças, na medida das possibilidades humanas, garantindo a liberdade a todos. Liberdade, não licença.

(Gustavo Barroso – “O que o Integralista deve saber” – 2ª edição – Rio de Janeiro – Civilização Brasileira – págs. 85, 86 e 87)

Respostas a Algumas Perguntas Costumeiras sobre o Integralismo.

junho 9, 2012

L. Ferreira*
Primeiramente gostaria de dizer que não respondo pelo Movimento, mas há algumas perguntas e dúvidas, que também eram minhas antes de começar a estudar o Integralismo.

1) Qual o significado de Anauê?
R. : Bem, sobre a saudação Anauê, a mesma significa, em linguagem Tupi, algo como “você é meu parente”, ou “você é meu irmão”.

2) Vocês têm os mesmos princípios, como no início do Integralismo no Brasil, isto é, o Integralismo é inspirado no fascismo, e hoje vocês apóiam o fascismo?
R.: O Integralismo nunca foi um movimento fascista, muito menos nazista. Quem afirma isto ou o faz por má fé, ou por não ter lido nenhum documento Integralista. Há de se considerar que fascismo e nazismo são movimentos distintos, e é um erro classificá-los como “sinônimos”.

3) Se, hoje, vocês Integralistas adotam ainda a idéia de promover desfiles paramilitares, fazer saudações (que na época, 1935, eram saudações fascistas), usar uniformes, bandeiras, hinos militares, que até alguns livros de história, como Historia Integrada de José Jóbson Arruda, falam que eram de formas semelhantes ao nazismo alemão, e tinham por objetivo garantir a coesão interna do partido, intimidando seus inimigos políticos?
R.: O Integralismo nunca promoveu desfiles para-militares. Uma organização para-militar tem como característica fundamental o treinamento militar (as Farc da Colômbia, por exemplo, são um grupo para-militar), o que nunca foi o caso do Integralismo, que nunca foi uma milícia armada. Quanto a usar uniformes, bandeiras e hinos, não vejo nisto uma característica exclusiva do hitlerismo ou fascismo, até porque muitas associações hoje em dia os usam, sem com isso serem fascistas ou nazistas.

4) Eu sou Evangélico Cristão (Crente), e gostaria de saber se vocês que são na sua maioria Católicos apóiam a entrada de pessoas no partido sem distinção de religião e raça?
R.: O Integralismo tem por doutrina a liberdade religiosa (eu sou metodista), e não prega, de forma alguma, superioridades raciais. É fato comprovado, basta ver as fotos históricas, que havia pessoas de todas as raças nas fileiras integralistas.

Enfim, aconselho a leitura de alguns Livros de Plínio Salgado, como “Páginas de Ontem”, “Cartas aos Camisas-Verdes”, “Discursos – 1ª Série”, “Páginas de Combate” e tantos outros. Devo confessar que com o volume de informação que se tem nesses documentos, é de se ficar indignado com a comparação que se faz do Integralismo com movimentos fascista ou nazista. Certamente encontrará neles, não só respostas para suas dúvidas e questões, como verá também como o Integralismo é mal-compreendido, principalmente por pessoas que o fazem com má-fé, pois, Plínio Salgado comenta assuntos como a comparação com o fascismo, liberdade religiosa e política, entre outros assuntos de suma importância.

Antes da 2ª Guerra eram comuns desfiles nazistas nas cidades do Sul do país. Na ocasião havia apenas um grupo que combatia essas manifestações. Os comunistas? Não, os integralistas! Há documentos que comprovam isto nas delegacias sulistas. Ora, Plínio Salgado já dizia, após a volta de seu exílio, que “tentam dar como Integralistas idéias que o Integralismo combate” (em seu Discurso de posse da presidência do PRP).

O Integralismo, por seu caráter espiritualista, é um movimento único. O maior movimento cívico que esse país já teve.

* Σ – Jornalista – RJ