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Integralismo: um novo paradigma

março 7, 2015

Integralismo: um novo paradigma

O livro “Integralismo: um novo paradigma” foi lançado recentemente. Maiores informações no seguinte: https://agbook.com.br/book/176744–Integralismo    Anauê!

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Esquerda e Direita

junho 20, 2012

G. H. J. Ferreira*

A questão sobre a polarização da política é complexa. A própria definição do que seria esquerda e o que seria direita é algo até hoje pouco esclarecido. Sugiro a leitura do texto “Esquerdas e Direitas” de Plínio Salgado.

O importante é lembrar que os comunistas têm um discurso teórico que nada tem a ver com o seu comportamento prático. Na ideologia política marxista, (materialista, economicista e evolucionista) a única ética está em conquistar o poder, sendo lícito se utilizar de qualquer meio possível para implantar a tal ditadura do proletariado. Eles para isso criticam tudo e todos, como se tivessem alguma fórmula mágica de resolver todas as questões. São tão demagogos ou mais que os liberais, utilizam seus cargos públicos para conseguir emprego para os “companheiros”, fazem das verbas públicas mercadoria para aliciar outros políticos, não podem tocar na questão da violência porque não querem prender o “peixe pequeno” e, como sabem que não podem chegar até os grandes então deixam como está para ver como é que fica. São tão antinacionalistas como os liberais, essa campanha contra a globalização é puro jogo de cena para conquistar votos. A doutrina comunista tem seu grande pilar no internacionalismo (proletários do mundo uni-vos), o nosso governo está cheio de ex(?)-comunistas (FHC já foi candidato a senador apoiado pelo PCB), o Serra (já foi líder da UNE, exilado no regime Militar), etc…Mesmo não pertencendo hoje a um partido dito de esquerda o vício mental do marxismo ainda os acompanha.

Mais uma nota interessante é observar de onde vêm esses pretensos defensores dos operários, pode-se contar nos dedos quem entre eles já trabalhou, ainda mais trabalho operário. Os comunistas também são elite (intelectual e muitas vezes financeira), para se ter uma idéia o primeiro grande historiador marxista do Brasil, Caio Prado Junior, era da tradicional família Prado, donos de vastos plantios de café em São Paulo. Essa ladainha de que o Estado é o órgão máximo, não resiste a uma análise mais aprofundada. É uma explicação simplista de um fenômeno que é muito mais profundo. Trilhando essa linha de raciocínio (que todos os nossos governantes eram corruptos, que a nossa elite era vendida/burra, que os EUA nos escravizaram) iremos acabar por legitimar a nossa baixa estima, pois somando todos esses fatores sem analisar de fato seu conteúdo vamos chegar a conclusão que somos um povo inepto, que não teve capacidade de projetar o seu rumo histórico como povo livre e soberano. O que, adianto, está longe de ser verdade.

Por essas e por outras razões lutamos contra essa canalha. Indiscutivelmente, o que aparece por ai como direita, os ACM, Maluf, Quércia (esse último aliado do PT em São Paulo), merece também o nosso repúdio.

Temos que partir da doutrina produzida pelos ícones da nossa história para moldar um Brasil grande. Lembrando sempre que sem sacrifícios não há amadurecimento.

O simples fato dos comunistas de agora disputarem eleições, se mobilizarem em partidos políticos ditos “democráticos”, não elimina a tese da revolução”proletária”. Devemos lembrar que a tática comunista sempre foi a de utilizar todas as frentes em seu proveito. Veja que enquanto eles acenam como democratas para a mídia com seus partidecos, eles mantêm uma extensa rede de terrorismo e aliciamento espalhada pelo país (os MST’s da vida, as Ligas operários/camponesa, as cebs, Une, ubes, entre outras). É necessário se informar mais sobre a doutrina dos vermelhos para poder analisar melhor esse momento.

O marxismo, como já frisei antes, é um vício mental, portanto não é algo fácil de se livrar. E, em especial, para os comunistas é como uma religião, na qual o Manifesto Comunista funciona como evangelho prático: seu apelo à união dos proletários, soa como convocação da fraternidade humana, que vem das plagas nazarenas. Nem por menos, muitos honestos católicos estão já identificando a bandeira vermelha como a cor do sangue de Cristo. A confusão é fácil por que o marxismo pertence ao grupo das religiões de salvação, como o orfismo, o pitagorismo, o mitraísmo, e o Cristianismo, do qual é uma degenerescência. Degenerescência porque, o que se trata de salvar, no marxismo, não é o indivíduo humano, nem o grupo de indivíduos, nem a soma geral de indivíduos. O marxismo quer salvar o homem em geral. Nada tem a ver com o destino, o sofrimento e a morte dos indivíduos, que lhe são indiferentes, como o acessório é indiferente ao essencial. Pouco lhe interessaria até mesmo que houvesse uma ordem utópica em que todos os indivíduos fossem igualmente ricos. O que ele quer é abolir a pessoa para que a “humanidade” se reintegre em si mesma: este é o postulado intimo de sua filosofia. É um credo de salvação que se dirige vagamente a todos, ao coletivo, ao abstrato, às classes, à humanidade, ao futuro, e nunca a pessoa concreta.

O crime organizado, no Brasil, foi uma cria dos comunistas nos anos do regime militar e até antes, no Estado Novo, em que os comunas deram aulas gratuitas de guerrilha para os seus vizinhos de cela, lembrando é claro que para eles isso fazia parte do rumo ao poder, visto que um Estado na qual o crime predomina é um Estado fadado ao fracasso. O crime organizado não é um tipo de atividade que se origina da situação de pobreza. É coisa de marginal profissional que deve ser punido com todo o rigor da lei, e se possível com leis ainda mais rígidas. É sempre bom lembrar o exemplo recente do traficante Beira-mar que foi “patrocinado” por um comunista riquinho para aprender táticas de guerrilha em Cuba.

O Integralismo, um nacionalismo legítimo, jamais pode se misturar com o comunismo porque é Cristão, tem suas raízes no espiritualismo, é uma doutrina que preza e defende nossas raízes históricas, nossas mais profundas tradições, e o comunismo é materialista convicto, achando que Deus é o ópio do povo, tendo a visão histórica do Brasil como se este fosse o “quinto dos infernos”. Não dá nem para pensar a proximidade do comunismo conosco.

* Σ – Belo Horizonte – MG.

Integralistas: União!

junho 18, 2012

GRUPO INTEGRALISTA DA GUANABARA – GIG

(Província Mártir da Guanabara)

Fundado em 11 de Maio de 2005

grupointegralistadaguanabara@yahoo.com.br

INTEGRALISTAS: UNIÃO!

“Juramos, hoje, união, fidelidade uns aos outros, fidelidade ao destino desta geração”.

Manifesto de Outubro – Capítulo 5º

Companheiros!

Hoje, mais do que nunca, a Nação Brasileira encontra-se ameaçada por todos os lados, interna e externamente. Impõem-se aos verdadeiros Integralistas, aos autênticos Soldados de Deus e da Pátria, aos legítimos seguidores e continuadores do Chefe Nacional Plínio Salgado, estabelecer entre si “uma união sem precedentes”, pois, sabemos, que conosco “morrerá ou vencerá uma Pátria”. Também o nosso Movimento foi atingido pelo espírito de desagregação que domina o nosso País, mas, nós, Integralistas, não podemos nos deixar conquistar por tal espírito, pois, Integralismo é soma, é adição, é fusão, é multiplicação, é sinergia, enfim, é união.

Face aos deformadores do Integralismo, que solertemente vão se infiltrando em nossos quadros, devemos reafirmar os nossos princípios doutrinários:

A existência de Deus.

A Providência Divina dirigindo os destinos dos Povos.

A Concepção Integral do Universo e do Homem.

A intangibilidade da Pessoa Humana e de suas legítimas projeções no espaço, no tempo e na eternidade, isto é, a Propriedade Privada e os Grupos Naturais(a Família, a Profissão, o Município, os Grupos Cultural e Político, a Nação e a Religião).

O Método Integralista(segundo o qual não existem problemas isolados, pois todos os fenômenos são interdependentes, são correlacionados).

Sobre tais princípios, o Chefe Nacional Plínio Salgado genialmente ergueu essa magistral construção filosófica que é a Doutrina do Integralismo.

É em torno desse imperecedouro monumento intelectual, que devemos cerrar fileiras e dizer um rotundo “NÃO!” aos inimigos do Brasil, particularmente aqueles mais perigosos, isto é, aqueles que se fazem passar por Integralistas, mas, que são meros agentes – conscientes ou não – de potências secretas, que sabem que o Integralismo ainda é a grande força da Unidade Nacional e que deve ser destruído preliminarmente, para que o Brasil possa ser extinto.

Lembremo-nos daquelas proféticas palavras do Chefe Nacional Plínio Salgado, em “Reconstrução do Homem”:

“Mas se os homens não se encontram uns aos outros, não se iluminam com a luz do Espírito e tudo querem interpretar pelas aparências materiais das expressões recíprocas às quais emprestam arbitrariamente as intenções que o seu próprio egoísmo sugere, nesse caso os homens – mesmo se dizendo unidos por pensamentos e objetivos formais – estarão desunidos, enfraquecidos, destruídos de todas as possibilidades de um êxito comum, ainda que esse êxito diga respeito aos mais nobres ideais.

“Assim desagregados, cada qual se governará pela sua presunção e esta será a tenebrosa conselheira que deflagrará a luta entre os que, por dever decorrente de um alto fim pré-estabelecido, deveriam tudo sacrificar para manter a unidade de quantos se aliciaram e se congregaram visando um nobre objetivo.

“Esse estado de espírito vai às últimas conseqüências. A presunção gera a desconfiança; a desconfiança gera as interpretações injustas; as interpretações injustas geram as ações inconseqüentes; as ações inconseqüentes geram, na parte adversa, atitudes de reação, quase sempre também inconseqüentes; as atitudes de reação provocam novas dissenções; as dissenções degeneram em palavras levianas e insinuações malévolas; e, ao cabo de algum tempo, uma comunidade de homens que se uniram com as melhores intenções, torna-se uma matilha de lobos a se entredevorarem.”

“Os ideais humanos, por mais belos que sejam, nada valem, se nós os interpretamos ao clarão colorido dos nossos caprichos, das nossas animosidades, das nossas antipatias, dos nossos ressentimentos, dos nossos interesses que se dissimulam em puritanismos farisaicos; eles valem, à luz branca e pura do nosso Espírito. Pois se objetivos materiais imediatos tudo desunem, o Espírito tudo une, tudo harmoniza, tudo coordena em ritmos perfeitos de ação e de marcha”.

Portanto, Companheiros, devemos deixar de lado, velhos desentendimentos, descabidos anseios de liderança, vaidades intelectuais, enfim, todos os possíveis e fúteis motivos de separação, e levar vigorosamente a Revolução Interior ao mais profundo recesso de nossas Almas, para acordarmos aquelas energias infinitas de que falava Gustavo Barroso.

Irmanados pela Doutrina do Sigma, sabendo exatamente o que somos e o que queremos para o Povo Brasileiro, devemos iniciar uma ação firme, mas, sem quixotismos, isto é, sabendo onde e quando devemos agir, sem alarde desnecessário, e buscando os terrenos de luta em que tenhamos a certeza da vitória, poupando assim nossas energias para as refregas cada vez mais violentas no futuro, sempre preservando nossa mobilidade durante as grandes batalhas, em defesa do Brasil e da Humanidade, que se avizinham inexoravelmente. Devemos criar órgãos próprios de informação, que nos mantenham verdadeiramente cientes da realidade, o que nos permitirá tomar as decisões corretas nos momentos adequados, bem como nos facultarão todos os elementos necessários ao planejamento inteligente, sem o qual nada deve ser empreendido, pois estaria fadado ao fracasso. Tudo isso, obviamente, sob o comando unificado e responsável de lídimos Integralistas.

Nesta encruzilhada da nossa História, lanço este apelo aos Integralistas:

Unamo-nos Pelo Bem do Brasil!

 

Anauê!

Rio de Janeiro, 23 de Novembro de 2005.

Sérgio de Vasconcellos

GRUPO INTEGRALISTA DA GUANABARA

grupointegralistadaguanabara@yahoo.com.br

O INTEGRALISMO E A EDUCAÇÃO

junho 15, 2012

Plínio Salgado

Nos jornais e revistas que o Integralismo publicou em 1932 a 1937, em livros desse período e dos anos posteriores até hoje, até o presente, foi exposto o pensamento dos adeptos do Sigma sobre Educação, quer no tocante aos aspectos gerais do problema, seus fundamentos filosóficos e sua objetivação, assim como no referente a setores particulares ou especializados das atividades educacionais.

Obedecendo, embora à mesma orientação filosófica, os autores escreveram segundo interpretações pessoais, produzindo trabalhos esparsos, sem a preocupação de realizar uma sistemática educacional. No entanto se verifica em todos esses escritos, um único pensamento: o da educação integral, para o homem integral.

Se a educação visa a formação do Homem, cumpre, antes de tudo, firmar um conceito do Homem. Segundo o critério Integralista, o Homem deve ser tomado no conjunto de sua personalidade. E para se ter essa noção de conjunto, temos de considerar o Ser Humano: 1ª) – como ele é; 2º) – como funciona subjetivamente; 3º) – como funciona, para atingir a plena realização de si mesmo, no meio social.

Para o Integralismo, o Homem é uma dualidade consubstancial exprimindo-se numa unidade substancial, definição de Boécio que nos faz compreender que o Homem não é apenas corpo, nem apenas espírito, mas as duas coisas intimamente ligadas. Diremos mais claramente: o Homem é um ser racional, criado à imagem e semelhança de Deus, seu criador, com direitos e deveres inerentes e decorrentes da sua racionalidade e da sua finalidade. O objetivo principal do Homem é, portanto, a realização plena da sua personalidade segundo sua natureza e seu destino.

O papel, por conseguinte, da Educação, é dar ao Homem os meios para que essa realização se efetive. Essa primeira consideração quanto ao que o Homem é, leva-nos à segunda, que passa do campo da filosofia para o da especialização psicológica, fisiológica e biológica, para sabermos como o Homem funciona segundo ele próprio, segundo a sua natureza corporal e espiritual. Sendo toda obra educativa uma interferência de alguém em alguém, ela pode tornar-se uma coação, no sentido de deturpar, deformar ou transformar a personalidade. Não iremos ao exagero de Rousseau e dos excessos individualistas, mas, não podemos deixar de reconhecer que a melhor das educações é a que não violente a pessoa humana, conformando-a para finalidades outras que não sejam a própria finalidade do Homem, segundo sua natureza e seu destino decorrente dessa mesma natureza.

Fala-se hoje em “educar para a democracia”, “educar para a liberdade”, “educar para o nacionalismo”, “educar para o socialismo”, “educar para o desenvolvimento econômico e técnico”; só não se fala em preparar o Homem para si mesmo.

Mas é aqui que transitamos do campo da psicologia, da fisiologia, da biologia, que compreende a educação moral, física e estética, para entrarmos no campo da sociologia, isto é, do funcionamento do Homem no meio social, não só para que este seja beneficiado pelo esforço e cooperação de cada um e de todos, como para que seja cada um beneficiado pela soma e condições de bens comuns que constituem a zona de condomínio de todas as pessoas e grupos naturais.

Esta terceira consideração sobre a finalidade da educação oferece-nos novos dados para uma melhor compreensão da personalidade. Longe de diminuir a potencia de afirmação do Ser Humano, o convívio e a participação no meio social elevam o índice dessa potencialidade. Em última análise, a personalidade não é apenas o Ser em Si, mas o Ser em face de outros Seres. Personalidade é consciência de diferenciação. A diferenciação é resultante de comparação. E a comparação se efetiva no convívio.

É no convívio que se exprimem as diversidades de vocações, de aptidões, de tipos de inteligência, de temperamento, como se notam as afinidades, as semelhanças, as preferências. Segundo as diversidades os homens trocam benefícios; segundo as afinidades, fortalecem o esforço realizador e defendem seus interesses naquilo que estes têm de comum. A personalidade individual se fortalece pela sua participação numa família (diferente das outras) onde, por sua vez é um membro diferenciado dos demais; pela participação no grupo profissional (distinto dos outros grupos profissionais); pela participação na associação cultural; pela participação no Município ou na Província, na Sociedade Religiosa, no Grupo Nacional. Além dos caracteres físicos e psicológicos diferenciadores, o convívio social oferece a identificação de família, e profissão, de grau de cultura, de municipalidade, de provincialidade, de religião, de nacionalidade.

A educação, portanto, no sentido de instruir para maior eficiência na cooperação social completa a que visa dar-lhe expansão plena no seu desenvolvimento físico e espiritual.

Este, em linhas gerais, o conceito da educação decorrente da filosofia integralista e dos seus critérios interpretativos dos valores humanos, sociais e nacionais.

(Excerto extraído das págs. 7, 8, 9, 10, e 11 de “O Integralismo e a Educação” – Rio de Janeiro – Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD – s/data – 217 págs. – “Enciclopédia do Integralismo” – Vol. IX).

O Integralismo e a Revolução Comunista de 1935

junho 14, 2012

O Integralismo e a Revolução Comunista de 1935

Sérgio de Vasconcellos

Ao Companheiro Valmir Soares Jr.

Nos dias finais de Novembro de 1935, vivendo o Brasil em plena Democracia, sob a égide da Constituição social-democrática de 1934, alguns Brasileiros, civis e militares, magnetizados pelo marxismo-leninismo – uma ideologia estrangeira, internacionalista, imperialista, materialista, totalitária e anti-democrática -, desfecharam um golpe revolucionário visando destruir as liberdades públicas e instaurar um Estado Totalitário. Tal revolução, mais conhecida pelo antipático nome de “Intentona Comunista”, custou a vida de dezenas de Brasileiros – muitos dos quais Integralistas -, e que teve sua nada heróica culminância no episódio tristemente célebre do 3º RI, na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, quando militares comunistas assassinaram covardemente colegas de farda ainda dormindo.

Apesar de toda a articulação – secreta e de procedência internacional -, a insurreição bolchevista estourou apenas nas cidades de Natal, Recife e Rio de Janeiro, malogrando inteiramente. Ora, qual a principal razão do fracasso comunista?A ação fora minuciosamente concebida e a certeza de seu sucesso era tão grande, que Stálin enviou ao nosso País três comunistas de sua inteira confiança – que seriam os verdadeiros governantes do Brasil, agindo por trás de Luís Carlos Prestes, o líder oficial – Harry Berger, a esposa deste (Elise) e Olga Benário, que ao contrário da vulgata romântica, não se uniu a Prestes por “amor”, mas por ordem do Komintern…

Se formos ouvir os discursos nas Comemorações oficiais do esmagamento do levante e de Homenagem aos seus Mortos, teremos a impressão que foi a pronta reação das Forças Armadas que impossibilitou o sucesso comunista. Por mais que nos desagrade desmentir as Autoridades Nacionais, particularmente, as das nossas Forças Armadas, que desde a Guerra Holandesa só tem honrado o Brasil, infelizmente, somos obrigados a dizer em nome da Verdade que, a versão oficial é falsa e que as explicações que até aqui têm sido dadas pelos historiadores para a derrota comunista em 1935, salvo as honrosas exceções de praxe, são insuficientes e equivocadas.

Então, perguntar-me-ão, afinal, qual é a Verdade? Respondo:

A principal razão para o total fracasso da Revolução Comunista de Novembro de 1935 chama-se… INTEGRALISMO!

Se os Militares chamam para si a inteira responsabilidade da vitória da legalidade, se os historiadores, em sua maioria, desconhecem os acontecimentos, isto não altera a substancialidade do fato histórico. Os Integralistas, os únicos Brasileiros que pressentiam estar sendo algo tramado contra o Brasil pela 3ª Internacional, foram os primeiros a opor-se ao levante comunista, inclusive apresentando-se em instalações militares – quando a cadeia de comando e comunicação do Exército estava completamente rota -, o que impediu que diversas unidades militares fossem tomadas ou sublevadas pelos Vermelhos, como por exemplo, meu Tio, Geraldo de Paula Lopes, a frente de um Grupo de Integralistas no Quartel de Campinho, no Rio de Janeiro.

Todavia, a Heróica iniciativa dos Integralistas, que foi seguida pela ação de outros civis patriotas e finalmente pelas Forças Armadas, não teria talvez logrado o êxito obtido se muito antes de 1935, o Integralismo, não tivesses se lançado a tarefa de esclarecer o Povo Brasileiro e construir uma consciência cívico-política. Graças ao metódico trabalho da Acção Integralista Brasileira foi quase que por completa anulada a infiltração marxista nos Quartéis, o que privou a Revolução Comunista de elementos humanos preciosos, sem os quais a Revolução Vermelha já estava fadada ao fracasso.

Curiosamente, se Militares e Historiadores ignoram ou fingem ignorar a participação vital do Integralismo no debelamento da revolta marxista, os derrotados, isto é, os Comunistas, reconhecem-na lealmente, o que se comprova por uma Carta-Circular de 1936, em que Prestes explicava o insucesso e, entre outras coisas, dizia:

“Eu pensava agir de outro modo bem diferente” – refere-se à revolução comunista de 1935 – “como já tinha tido oportunidade de me manifestar aos camaradas mais chegados, PRINCIPALMENTE DEPOIS DO FENÔMENO INTEGRALISTA, que escapou por completo às minhas cogitações. Informei em sessão secreta do Comintern que, antes de tentar qualquer golpe no Brasil, era necessário:

“(…).

“3º) – EXTINGUIR OU PELO MENOS ENFRAQUECER O INTEGRALISMO”.

O próprio Dimitroff o reconheceu:

“Não foi possível vencermos no Brasil porque tivemos a leviandade de subestimar a força e a influência que o Integralismo representava”.

Então, Dimitroff expede novas instruções gerais, em 1936:

“1 – Exercitar as massas populares no movimento anti-nacionalista (fascismo, nazismo, “Croix du Feu”, INTEGRALISMO e outras organizações anti-comunistas); atrair para essa luta a pequena burguesia(classes liberais), reservando-lhes um lugar para as reivindicações que tiverem, na frente-popular democrática.

“(…)”.

Enfim, o malogro da Revolução Comunista acabou por originar a seguinte diretiva, também de Dimitroff, que é seguida maquinalmente até hoje pelos comunistas e pela burguesia apátrida:

Concentrant lê feu contre “les chefs” intégralistes et la politique hitlerienne du gouvernement, soulignant que ces “chefs” sont des agents des groupes les plus réactionnaires de l’impérialisme, il faut partout lutter pour lê front démocratique national-libérateur, surtout à la base y compris celle de l’Action Integraliste. Il faut mobiliser les masses pour qu’elles exigent des deux candidats (Armando Salles et José Américo) non des phrases vides pour la “démocratie”, mais une attitude nette devant les problèmes concrètes de la démocratization du pays, qui exige, pour commencer, la libération de Prestes e de sés compagnons, leur amnistie totale, l’établissement d’um regime de libertes démocratiques, etc”.

Traduzindo para o nosso idioma a parte que mais nos interessa desse precioso documento:

Concentrando o fogo contra “os chefes” integralistas (…), sublinhando que esses “chefes” pertencem aos grupos mais reacionários do imperialismo, lutar em toda a parte pela frente democrática nacional-libertadora, principalmente na base, incluindo a luta contra a Ação Integralista.(…)”.

Σ

Todas estas reflexões de caráter histórico são importantíssimas, quando sabemos que o marxismo – que muitos bisonhos acham que desapareceu com a sinistra União Soviética – está conspirando ativamente para instaurar no Brasil um Estado Totalitário, com o seu cortejo de horrores. Hoje, mais do que nunca, o Brasil necessita dos Integralistas, e que o exemplo dos Companheiros que nos antecederam na Revolução Integralista nos sirva de seguro farol de orientação na nossa luta por Deus, pela Pátria e pela Família.

BIBLIOGRAFIA:

1 – Custódio de Viveiros

“Os Inimigos do Sigma”

Rio de Janeiro – Livraria H. Antunes – 1936 – 200 págs.

2 – Plínio Salgado

“O Communismo contra o Brasil”

Rio de Janeiro – s/ed. – 1937 – 31 págs.

3 – Plínio Salgado

“Páginas de Combate”

Rio de Janeiro – Livraria H. Antunes – 1937 – 189 págs.

4 – Plínio Salgado

“Discursos(1ª Série – 1946/1947)” – 1ª edição

São Paulo – Cia. Ed. Panorama – 1948 – 190 págs.

5 – Plínio Salgado

“O Integralismo perante a Nação” – 4ª edição

em

“Obras Completas de Plínio Salgado” – vol. 9.

São Paulo – Editora das Américas – 1955 – 423 págs.

6 – Plínio Salgado

“Doutrina e Tática Comunistas (Noções Elementares)” – 1ª edição

Rio de Janeiro – Livraria Clássica Brasileira – 1956 – 155 págs.

7 – Plínio Salgado

“Livro Verde da Minha Campanha” – 2ª edição

Rio de Janeiro – Livraria Clássica Brasileira – 1956 – 270 págs.

8 – Plínio Salgado

“Palestras com o Povo

“(Irradiações do programa das terças-feiras na Rádio Globo em 1957 e 1958)”

Rio de Janeiro – Livraria Clássica Brasileira – 1959 – 195 págs.

9 – Plínio Salgado

“O Integralismo na Vida Brasileira”

Rio de Janeiro – Edições GRD/Livraria Clássica Brasileira – s/d – 269 págs.

“Enciclopédia do Integralismo” – Vol. I

10 – Plínio Salgado

“Discursos Parlamentares”

Seleção e introdução de Gumercindo Rocha Dorea

Brasília – Câmara dos Deputados – 1982 – 982 págs. – il.

Perfis Parlamentares – vol. 18.

Trechos de uma Carta

junho 13, 2012

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Trechos de uma Carta

Plínio Salgado

Em 24 de abril de 1934

Respondo às suas perguntas:

NACIONALISMO E INTERNACIONALISMO

Somos nacionalistas, não somos jacobinistas. Aceitamos idéias universais, repudiamos o cosmopolitismo. Desejamos, no futuro (quando as autoridades nacionais estiverem recompostas) um internacionalismo de Pátrias; renegamos o internacionalismo de indivíduos. As crises atuais (superprodução, os sem trabalho, a insolvabilidade das nações, a luta de classes) têm como causa a crise de autoridade dos governos; a “soberania nacional” é meramente política: A soberania financeira pertence aos banqueiros, ao super-capitalismo. Por conseqüência, a primeira etapa das nações será o nacionalismo que fortalece a autoridade. Nacionalismo compreende todas as forças vivas e atuantes do país. A propaganda Integralista deve, portanto, ser feita no seio das colônias estrangeiras, sem, contudo, se permitir que estrangeiros tenham preponderância no movimento.

Não sustentamos preconceitos de raça; pelo contrário, afirmamos ser o povo e a raça brasileiros tão superiores como quaisquer outros. Em relação ao judeu, não nutrimos contra essa raça nenhuma prevenção. Tanto que desejamos vê-la em pé de igualdade com as demais raças, isto é, misturando-se, pelo casamento, com os cristãos. Como estes não são intransigentes nesse sentido, desejamos que tal inferioridade não subsista nos judeus porque uma raça inteligente não deve continuar a manter preconceitos bárbaros.

RAÇAS E CAPITALISMO

Quanto ao capitalismo judeu, na realidade, ele não existe como tal. O que se dá é apenas uma coincidência: Mais de 60% do agiotarismo internacional está nas mãos israelitas. Isso não quer dizer que sejam eles os responsáveis exclusivos pelas desgraças atuais do mundo. Com o advento do Estado Integralista, por conseguinte a queda da Economia Liberal, o ritmo econômico se altera completamente, passando os governos a exercer controle sobre os fenômenos da produção, da circulação, do consumo e sobre as atividades técnicas e do trabalho. O capitalismo internacional será uma reminiscência de museu. Tornando-se o mundo todo Integralista, a humanidade ficará livre da ditadura das Bolsas e dos aparelhamentos particulares de crédito. A unidade da moeda restituirá a soberania financeira dos povos. O intermediário será um objeto arqueológico. Os conflitos sociais, livres da fatalidade da concorrência internacional que altera o preço dos salários, terão quase solução automática, fortalecendo-se, dess’arte, o prestigio das magistraturas do trabalho. Nessas condições, não podemos querer hoje mal ao judeu, pelo fato de ser o principal detentor do ouro, portanto principal responsável pela balburdia econômico-financeira que atormenta os povos, especialmente os semi-coloniais como nós, da América do Sul. O judeu capitalista é igual a um cristão-capitalista: Sinais de uma época de democracia-liberal. Ambos, não terão mais razão de ser porque a humanidade se libertará da escravidão dos juros e do latrocínio do jogo das Bolsas e das manobras banqueiristas. A animosidade contra os judeus é, além do mais, anticristã e, como tal, até condenada pelo próprio catolicismo. A guerra que se fez a essa raça, na Alemanha, foi, nos seus exageros, inspirada pelo paganismo e pelo preconceito de raça. O problema do mundo é ético e não étnico.

VERDADES HISTORICAS

E já que falamos em ética, focalizo um tópico de sua carta relativo ao “poderio comercial e financeiro do grande povo holandês” em outros tempos. Realmente, no alvorecer do individualismo econômico e da internacionalização do comércio, houve aquele poderio da Holanda, mas não do “povo holandês”. Recentemente esse poderio pertenceu ao capitalismo instalado na Inglaterra, mas a miséria do povo inglês foi concomitante. Os movimentos trabalhistas na Inglaterra provam isso; a fixação de Marx e Engels em Londres demonstrou que a opressão do povo criava um clima para as revoltas sociais. O esplendor da City e da Wall-Street não significaram o poder de britânicos e americanos: Miseráveis dormiam nos bancos das Avenidas e a crise dos “sem trabalho” não é uma expressão de poderio. O capitalismo não tem Pátria. Ele se instala onde melhor lhe convém num momento histórico. A sua política é super-nacional porque exprime os interesses fora do âmbito do Estado.

SOLUÇÕES INTEGRALISTAS

Tudo isso vem confirmar o que disse atrás: Criado o Estado Integral, já não interessará a canalização de capitais porque a Economia não será mais regida por um conceito estático, que é o da moeda, transformada em mercadoria, porém pelo conceito dinâmico da produção. As possibilidades da produção e a honra dos governos serão, quando o mundo todo for Integralista, verdadeiros lastros do dinheiro, transformado por um novo sentido de economia, executando seu legitimo papel de agente intermediário, e não mais em algoz do gênero humano, em opressor das nacionalidades, como o Brasil, preso, ha cem anos, na gaveta de Rotschild. No integralismo, o judeu se apaziguará com os outros povos. Raiará uma época de verdadeira fraternidade. O longo fadário, a angustia do israelita cessarão. Esse povo poderá até ter o direito de construir a sua própria nação, entregando-se aos trabalhos do campo e das fabricas, cooperando com sua grande inteligência para a civilização, livre agora das desconfianças que desperta e em que vive, o que o leva a isolar-se e a enquistar-se nas pátrias alheias. Não podemos odiar uma raça da qual saiu Jesus Cristo. Veja, pois, que o nosso ponto de vista é superior a respeito dos problemas. Não combatemos nem raças nem classes: Insurgimo-nos contra uma civilização.

PACIFISMO

Somos pacifistas. Queremos a união de todas as nações sul-americanas porque nossos problemas, nossa escravidão são idênticas. Denunciamos, porém, à Nação uma certa Liga Anti-Guerreira, que é comunista. O pacifismo pregado pela III Internacional está em desacordo: 1º) – com os métodos de violência preconizados por Sorél e adotado pelo bolchevismo; 2º) – com o formidável exército vermelho que escraviza os proletários e os camponeses na Rússia; 3º) – com as guerras ateadas na China pelos agentes de Moscou. – Cumpre notar: Não confundir o nosso pacifismo com passivismo”.

PLINIO SALGADO (“Panorama” – Ano I – Abril e Maio de 1936 – Nº 4 e 5 – págs. 3, 4 e 5.)

Integralismo é fascismo?

junho 12, 2012

Integralismo é Fascismo?

Victor Emanuel Vilela Barbuy

Não, Integralismo não é Fascismo. Os Integralistas jamais julgaram que o modelo de Mussolini valesse algo para o caso do Brasil, cujo problema sempre foi muito mais complexo do que o da Itália.

Cuidamos que um dos grandes males de nosso Brasil e de nossa América tem sido a importação de sistemas estrangeiros que de nada nos servem. Como disse o proeminente escritor norte-americano de origem portuguesa John Dos Passos em seu artigo “The New Masses I’d Like”, de 1927, “desde Colombo que os sistemas importados têm sido uma maldição neste continente. Por que não desenvolver um modelo só nosso?”. Plínio Salgado pensava da mesma forma que o autor de “Manhattan Transfer” e da “Trilogia USA” quando um ano antes, nas imortais páginas de seu romance “O Estrangeiro”, criava, por meio da luta do personagem nacionalista Juvêncio contra os papagaios que não paravam de cantar o “Giovinezza”, aquilo que Gumercindo Rocha Dórea chama de “primeiro manifesto antifascista do Brasil”. E pensava do mesmo modo em 1931, quando escreveu o “Manifesto da Legião Revolucionária de São Paulo”, onde afirma que “não devemos transplantar para o Brasil, nem o fascismo nem outros sistemas exóticos”. Por fim, em 1946, na magnífica “Carta de Princípios do PRP” (Partido de Representação Popular), Plínio Salgado também sustenta que a subserviência a ideologias ou partidos estrangeiros é perigo de morte para nossa Pátria”.

E não é apenas por ser um sistema estrangeiro, um sistema alienígena que não consideramos o Fascismo válido para o Brasil. Abominamos por completo a Ditadura, o Cesarismo e o Estado Totalitário, defendendo a Democracia Integral, ou Cristã, e o Estado Ético, ou Integral; e temos consciência de que o Integralismo se aproxima muito mais da Doutrina Social da Igreja e do movimento cristão e democrático de D. Sturzo do que do Fascismo de Benito Mussolini.

No ano de 1927, em sua obra “Literatura e Política”, no capítulo intitulado “Pela Defesa Nacional”, Plínio Salgado já condenava o Fascismo, bem como seu irmão, o Bolchevismo: “Aparecem duas tisanas para as doenças da Europa: o comunismo e o fascismo. Ambos materialistas decretam a falência da democracia: – ou triunfa o imperialismo econômico baseado no ‘nacionalismo’, no ‘fascismo’, na ‘ditadura militar’; ou vence o imperialismo político da Terceira Internacional.

“Será esse o dilema para os jovens povos da América? Que rumo devem seguir os países novos, como o Brasil? Se pretendemos empreender a defesa da democracia, em face das prementes realidades econômicas dos povos, devemos colocar o problema sob o ponto de vista retardatário do liberalismo, dos nossos partidos oposicionistas?” (“Obras Completas”. Vol. décimo nono. São Paulo: Editora das Américas, 1956, págs. 64 e 65).

É verdade, entretanto, que o Integralismo tem alguns pontos em comum com o Fascismo, em especial no que respeita à sua posição em relação ao Comunismo e ao Capitalismo Liberal, à defesa da harmonia social em face da luta de classes e à idéia de que o Estado não pode permanecer passivo como no Liberalismo, devendo intervir na Economia e nas relações entre Capital e Trabalho visando satisfazer às demandas do bem comum. Mas, na realidade, todos esses princípios não surgiram com o Fascismo, mas sim com a “Rerum Novarum”, de Leão XIII, e a Doutrina Social da Igreja formada a partir da promulgação desta ainda hoje atualíssima Encíclica que foi tão profundamente estudada por Plínio Salgado.

Também é verdade que certos autores Integralistas – dentre os quais NÃO se encontra Plínio Salgado, que sempre deixou bem claro que seu pensamento derivava dos ensinamentos do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Doutrina Social da Igreja, bem como das obras de eminentes pensadores e poetas nacionais como Alberto Torres, Jackson de Figueiredo, Farias Brito, Euclides da Cunha, Oliveira Vianna, Tavares Bastos, Olavo Bilac, Gonçalves Dias e Castro Alves – definiram o Integralismo como sendo um movimento fascista como inúmeros outros que então existiam pelo Mundo e que contavam com a admiração de personalidades como Fernando Pessoa, José Antonio Primo de Rivera, Ezra Pound, T.S Eliot, Alceu Amoroso Lima e Octavio de Faria.

Faz-se mister sublinhar, todavia, que isto ocorreu num tempo anterior à subordinação da Itália de Mussolini à Alemanha Hitlerista e às ignominiosas leis que o “Duce”, pressionado pelos nazistas, acabou adotando contra o povo judeu, ao qual não tinha nenhuma aversão, e sobretudo anterior ao triunfo das famosas “técnicas de etiquetagem” das chamadas “esquerdas”, que conseguiram, aliás, transformar movimentos tão diversos como o Fascismo, o Nazismo e o Integralismo em sinônimos, sendo, com efeito, as grandes responsáveis pelas imagens completamente absurdas que se passam do Integralismo em livros, revistas, filmes e novelas e minisséries da Rede Globo de Televisão. Ao contrário, tudo isto ocorreu num tempo em que o Fascismo era visto com enorme admiração pela maior parte das pessoas em geral e sobretudo dos intelectuais, sendo encarado como uma “terza via” entre o Capitalismo Liberal e o Bolchevismo, uma reação espiritualista contra o Materialismo grosseiro, uma promessa de alvorada, de primavera após uma noite, um inverno materialista que já durava décadas.

Dentre esses autores Integralistas que consideravam o Movimento do Sigma como sendo um movimento fascista, destaca-se a saudosa e notável figura de Miguel Reale, em cujos escritos o termo “Fascismo” adquiria “uma conotação genérica, para abranger todas as formas de ‘economia dirigida’, ou, mais amplamente, de ‘economia planificada’. Foi só mais tarde que, de um lado, pela subordinação do Fascismo aos objetivos de Hitler, e, de outro, como consequência da já mencionada ‘técnica de etiquetagem’ esquerdista, a palavra Fascismo passou a ser sinônimo de Nazismo, a fim de ser mais cômodo combatê-lo” (Miguel Reale. “Memórias”. Vol. 1. “Destinos Cruzados”. São Paulo: Saraiva, 1986, pág. 93). É importante frisar ainda que Reale referia-se, outrossim, ao “New-Deal” de Roosevelt como um “fascismo à maneira ‘yankee’”, tal como o definira Alceu Amoroso Lima.